“Para que mais essa jabuticaba?”

Surpreendi-me hoje com um comentário pertinente no Bom dia Brasil. Após a exibição de uma reportagem politicamente correta sobre a recente mudança das tomadas, a apresentadora Renata Vasconcellos expressou sua indignação. “O que me pergunto, Renato,” – disse ela para o colega Renato Machado – “é: por que essa mudança? Para que mais essa jabuticaba?”.

Como bem sabemos, a jabuticaba é um fruto exclusivo do brasil. A nova tomada, também. Criada pela ABNT em 2002, com “inspirações europeias”,é diferente de qualquer padrão adotado no mundo.  A mudança, conforme Gustavo Kuster, gerente de qualidade do Inmetro, é necessária para aumentar a segurança do usuário. Esse também foi o argumento utilizado para proibir a fabricação de benjamins. Ou seja, agora, colocar no mercado um dispositivo que permite ligar três aparelhos em um único ponto passou a ser ilícito.

É aqui que nossa indignação se une a de Renata – para que mais essa jabuticaba? Que motivos teria o Conmetro para ratificar a exigência da ABNT, tornando a norma obrigatória?  Conformes dados da Abinee, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônicaa os fabricantes devem gastar entre R$ 500 mil a R$ 1 milhão em cada linha de plugues ou tomadas para se adequarem. Pequenos fabricantes, portanto, ficarão de fora. Outros que ficarão de fora do mercado brasileiro são os fabricantes estrangeiros. Sem competição e com aumento forçado da demanda, alguém vai lucrar muito com isso. Resta saber quem. Alguma sugestão? Troco por um benjamin!

“Índices de produtividade são uma agressão à livre iniciativa”

“Índices de produtividade são uma agressão à livre iniciativa”, diz a presidente da CNA A exigência de índices de produtividade para o setor agropecuário “é uma agressão à livre iniciativa, que consiste em um dos pilares da democracia”.

A afirmação é da presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, e foi feita durante o seminário “CNA discute o Brasil”, realizado nesta terça-feira (10/11) na sede da entidade, em Brasília.

“O produtor rural como empresário que visa ao lucro de sua propriedade privada é que deve decidir quanto, quando e o que produzir, levando em conta um conjunto de fatores. Não é o governo com suas decisões que deve vir com a mão forte e pesada nas decisões do empresário querendo revisar os índices de produtividade”, disse a senadora. 

(até aqui, lindo)

Kátia Abreu também defendeu para o agronegócio tratamento equivalente aos de outros setores da economia em relação à produção. Segundo ela, as condições dadas a empresas urbanas e indústrias também estar disponíveis para os produtores rurais.

(e começa o círculo vicioso de petições…)

“Precisamos das mesmas coisas: capacidade, eficiência de gestão, tecnologia, mão de obra, juros baixos. Não basta apenas transferir um pedaço de terra, porque transferência de patrimônio não significa transferir renda”, enfatizou.

Em relação ao tema de hoje do seminário, que abordou direito de propriedade e índices de produtividade, a presidente da CNA defendeu um debate no qual prevaleça a razão, levando em conta os indicadores econômicos e sociais. “Não dá mais para ficarmos agarrados a conceitos ideológicos, com as pessoas tratando certos assuntos como religião ou dogma”.

A presidente da CNA falou das consequências negativas que os índices de produtividade poderão trazer para a população, diante da proposta de revisão dos indicadores a que os produtores rurais devem obedecer simultaneamente. Hoje, eles devem ter 80% de Grau de Utilização da Terra (GUT) e 100% de Grau de Eficiência de Exploração (GEE), para que suas fazendas não sejam desapropriadas para fins de reforma agrária. Uma das preocupações é a falta de alimentos para a população mundial.

(e a justificativa do lobby setorial – contribuímos para o desenvolvimento nacional!)

Para a presidente da CNA, o peso do setor na economia é um dos pontos que devem ser observados nas discussões sobre os índices de produtividade, uma vez que o agronegócio responde por um terço do Produto Interno Bruto (PIB), um terço dos empregos e das exportações. Ela destacou que, graças ao uso de alta tecnologia e de entidades de pesquisa como a Embrapa, os alimentos hoje são mais baratos e representam 18% do rendimento das famílias, enquanto na década de 60 este percentual era de 48%.

Resultado: entre liberdade e favores, perde o empresário e perde o consumidor, mas ganha o político…

Bastiat and the Budget

At Minas Gerais State Legislature it is time now  for the amendments to the budget . The process starts with seminars where people can make suggestions to alter the budget presented by the government. These are then analysed, and, if they obey the technical requirements, they become amendment proposals that will be voted by the House. The problem, naturally, is that resources are limited, and petitions unlimited. if we could ever compare the state reasoning to that of an individual, I would say that a budget is somehow a preference scale. The different is that in the state’s preference scale what is vocalized is not the marginal utility of means, which leads to efficient allocation, but the political utility of means which leads to something else.

The whole process today made me recall a beautiful article of Fréderic Bastiat, called “The State”. I’m sure most of you are aware of it, but I would like to share some quotes:

“The unfortunate state, like Figaro, knows neither to whom to listen nor where to turn. The hundred thousand tongues of press and rostrum all cry out to it at once:

“Organize labor and the workers.”

“Root out selfishness.”

“Repress the insolence and tyranny of capital.”

“Make experiments with manure and with eggs.”

“Furrow the countryside with railroads.”

“Irrigate the plains.”

“Plant forests on the mountains.”

“Establish model farms.”

“Establish harmonious workshops.”

“Colonize Algeria.”

“Feed the babies.”

“Instruct the young.”

“Relieve the aged.”

“Send the city folk into the country.”

“Equalize the profits of all industries.”

“Lend money, without interest, to those who desire it.”

“Liberate Italy, Poland, and Hungary.”

“Improve the breed of saddle horses.”

“Encourage art; train musicians and dancers.”

“Restrict trade, and at the same time create a merchant marine.”

“Discover truth and knock a bit of sense into our heads.”

“The function of the state is to enlighten, to develop, to increase, to fortify, to spiritualize, and to sanctify the soul of a nation.”

Oh, sirs, a little patience,” replies the state with a piteous air. “I shall try to satisfy you, but for that I shall need some resources. I have prepared proposals for five or six taxes, brand new and the mildest in the world. You will see how glad people will be to pay them.”

But then a great cry is raised: “Shame! Shame! Anybody can do a thing if he has the resources! Then you would not be worthy of being called thestate. Far from hitting us with new taxes, we demand that you eliminate the old ones. Abolish:

“The tax on salt;

“The tax on beverages;

“The tax on letters;

“The octroi;

“Licenses;

“Prestations.”

 

(…)

As, on the one hand, it is certain that we all address some such request to the state, and, on the other hand, it is a well-established fact that the state cannot procure satisfaction for some without adding to the labor of others, while awaiting another definition of the state, I believe myself entitled to give my own here. Who knows if it will not carry off the prize? Here it is:

“The state is the great fictitious entity by which everyone seeks to live at the expense of everyone else.”

 

planejamento de marketing…

Durante os intervalos da novela das nove a Cemig apresentou nada menos que três propagandas consecutivas.

No que abro a boca para comentar o fato, cai a energia da cidade…

 

P.S.: em tempo, fenômeno foi em todo o Brasil! Será que depois do apagão aéreo vamos voltar a ter apagão apagão?

Austrian School for Managers – some implications of scarcity

We have seen from the praxeological analysis of Rothbard that scarcity is a necessary condition for action, or, in other words, a general condition of action, meaning that without scarcity there is no room for economization. This fact also leads to a conclusion intuitively known by our grandparents: don’t spoil the children. It means when there is such abundance of a determinate good that people no longer consider it as a valuable resource, the behavior regarding these “non-valuable goods” will obviously become non-economic (since there is no reason for economization to take place).

 

We often observe  people wasting paper, paper clips, plastic cups, markers, pencils and all sort of office materials at workplaces. A secretary may believe, considering the amount of stocks encountered at hand, that there might be an endless supply of paper clips, spontaneously growing on her desk. But as economists often say, there is no free lunch, and even a paper clip has its costs. Someone is paying for it, as for all other resources used in a functioning firm. This example might be small; but huge amounts of precious resources are wasted day by day worldwide, causing unnecessary allocation of means, means that otherwise could have found a better and more efficient use.

 

The Japaneses are probably the most quoted example of efficient usage of resources. And two of the tools developed by them can be directly explained by the praxeological implications of scarcity and abundance – Just in Time and the 5S. Both methods rely on the idea that waste must be avoided and that less is more, leading to more rational an efficent use of availabe means. If stocks are cut to the level that is actually required by production, one might perceive huge gains in the outcome. Why is that so? I believe one of the possible explanation is the praxeology behind it – under abundance, the rational thing to do is not to economize. Instead, under constraints, the rational thing is to set up a scale of preferences, to economize: find the best use for the mean, and do it in the best known way.

 

But this is only one minor example of how praxeology can be used by managers in organizing the allocation of resources at the workplace. Praxeology may be applied for all areas of business. If we take contracts, for instance, we can perceive that people tend to act in a non-economical way regarding services such as electricity, internet, water and telephony supply. If quotas of these services are not offered at different prices, two different courses of actions by consumers is usually noticed, both with negative implications for a efficient allocation: or consumers pay for a service they are not even using, or they overuse it since there is no perceived cost for doing so. The result, nevertheless, is always a waste of resources.

 

Vícios Privados, benefícios públicos e a economia da preservação das espécies silvestres

Há solução de mercado para a preservação das espécies raras e em extinção?

Aproveitando o ensejo do post anterior, confiram a matéria do Sebrae:

“Animais silvestres e exóticos: artigos cada vez menos raros”

Com direitos de propriedade e liberdade para o produtor criar, reproduzir e vender animais silvestres, em pouco tempo o risco de extinção estaria superado. Ou alguém aí já ouviu algo sobre caça predatória de vacas?

Vícios privados, benefícios públicos e a economia da estrada de terra.

estrada blogNo último mês estava eu na estrada, de terra, entre Centenário e Santa Maria do Tocantins. Notamos que a estrada havia melhorado de um dia para o outro, numa sensível diminuição das “costelas”. Para quem não sabe, costelas são aquelas ondulações que se formam com o passar do tempo e dos carros, e que tanto tornam incô-ô-ôoo-moda uma viagem para a roça.

Estávamos ali matutando se o motivo seria uma chuva na noite anterior, quando, mais a frente na estrada, topamos um grande caminhão. Presas atrás da carroceria, iam sendo puxadas duas grandes rodas de trator, varrendo a estrada e levantando a poeira do chão.

O Luiz explicou: – Ele é quem está “quebrando” as costelas.

Eu, treinada em pensar que não há almoço grátis, mas que sempre há uns free riders de plantão, fui logo perguntando:
- Mas quem será que pagou por isso? Para quem ele está fazendo isso?

E o Luiz: – Ele está fazendo isso para ele mesmo.

Sim, simples assim. O motorista precisa dirigir o caminhão todos os dias na estrada. Ele próprio é um causador das costelas. E ele próprio é um interessado em que elas não se formem, para não prejudicar o veículo. Logo, teve a brilhante ideia de dirigir arrastando pneus presos à carroceria, quebrando as costelas formadas atrás de si e melhorando a estrada para o próximo dia e para os próximos motoristas.

Boa notícia para o Liber:

http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2009/9/16/senado-libera-uso-da-internet-na-campanha-eleitoral

Porque o utilitarismo não é suficiente:

O Cliente Governo

I knew about Law but did not know the laws…

Comentário de um ex-aluno da faculdade de direito de Harvard:

“While I may have learned how to ‘think like a lawyer’ at Harvard, I had few concrete thoughts. I did not know, for example, the different degrees of murder, and for how many years in prison one could be sentenced for each. I did not know when a contract had to be in writing and when it could be oral. I did not know when a bank was liable for a forged check. In short, I knew about Law but did not know the laws.”

Sentiram alguma semelhança com a UFMG?