Sobre este Blog

Estou verdadeiramente orgulhosa. Até bem pouco tempo – coisa aí de cinco anos – podia-se ter conhecimento e manter registro de quase todos os libertários que porventura existissem no país – tínhamos alguns bons blogs, poucas comunidades no Orkut, listas fechadas no Yahoo! e muitas idéias na cabeça. Graças ao poder dessas idéias e ao seu crescimento espantoso possibilitado pela internet, temos hoje pelo menos quatro iniciativas bastante sérias. Na política, o Libertários, partido que vê crescer o número de interessados – e por que não – de debates internos. Na academia, o Instituto Mises Brasil, que cuida de divulgar a Escola Austríaca, antes reduto praticamente inacessível a estudantes de economia e demais ciências sociais. No ativismo, o OrdemLivre.org, que deu acesso aos falantes da língua Portuguesa ao que há de mais interessante nos think tanks norte americanos, e o Libertarianismo.com, que aspira tornar-se um verdadeiro portal libertário, agregando contribuições diversas.

Por fim, e talvez mais importante, temos centenas, quiçá milhares de blogs, perdidos em uma constelação em constante expansão, difícil de listar, rastrear, acompanhar. Mas o importante é que os temos, e que são estes blogs que fazem um trabalho diário, miúdo, capilar e, por isso mesmo, extremamente eficaz. Volta e meia encontro uma cara nova, uma leitura perspicaz, um apontamento interessante, e me espanto: – “Como estamos crescendo!”. E são blogs dos mais diversos tipos: aqueles essencialmente econômicos, como o Preço do Sistema. Os clássicos, como o Austríaco. Os que tomam conta de tudo e todos, como o De gustibus non est disputadum. Por trás de cada um deles, pessoas que vivem o libertarianismo não apenas atrás de um computador, mas que o tem como filosofia moral e ética. Porque, no fim, o importante é a ideia como prática. É dar o exemplo – é convencer o vizinho.

Há quase 10 anos, por intermédio do finado fórum do site do Olavo de Carvalho, tive o primeiro contato com a Escola Austríaca. Desta para todo o resto custou alguns anos de estudos, descobertas e debates solitários, que me valeram o conhecimento de uma doutrina muito mais estruturada e densa do que eu poderia imaginar àquela época. E, o mais importante – fui testemunha de que, no meu mesmo caminho, vários outros já haviam adentrado, formando uma frente de pessoas interessadas em conhecer e se aprofundar na filosofia e defesa da Liberdade. Hoje, para aquele que quer entrar, a trilha, como ordem espontânea que é, está cada vez melhor definida. Façamos o que é preciso para que ela continue assim. Um blog ou uma iniciativa pode parecer uma coisa pequena demais para surtir algum efeito. Mas sabemos que é justamente a ação descentralizada de vários indivíduos que gera maravilhas como os mercados. Então, façamos isso, e façamos mais: prefiramos sempre a não-coerção, prefiramos sempre a não-intervenção: façamos da Liberdade nossa escolha diária.

2 Comments »

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  1. Muito bem escrito! Poesias e palavras expressam a arte de convencer. Parabéns.

  2. Luciana, voce tem toda a razao ao afirmar que ha cinco anos quase nao havia liberais libertarios no Brasil. Em 1995, quando eu deixei o Brail para vir para a Inglaterra, nao havia nenhum. Havia muito nacionalismo cego e os preconceitos associados ao mesmo.


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