Competição Liberal

5 de February de 2010 at 2:35 am | Posted in LIBERTÁRIOS | 4 Comments

Desde a publicação do programa do LIBER no DOU creseceram os debates sobre como o partido deve ser-fazer-chamar-falar-agir. Pitacos chegam de todos os lados, e é ótimo que seja assim. Afinal, o problema da divisão de conhecimento é real, e pegar novos dados no mercado é essencial.

Um conselho, entretanto, julgo bastante equivocado. Trata-se daquele que recomenda ao LIBER adotar o pragmatismo, mudar o discurso e abrandar os conceitos para abarcar maior número de liberais. A esses comentários respondo que para isso já existe um partido, e não é que ele tenha conseguido muito resultado sendo banho-maria. Como diria o Rothbard, temos montanhas de gelo a derreter e por isso precisamos mesmo estar em chamas.

E digo mais: acredito que nos beneficiaremos da competição. Tomemos o exemplo dos coletivistas. Temos todos os tipos: PCO, PCdoB, PT, PSDB, e ninguém se incomoda com isso. Aliás, a variedade de matizes parece apenas ter fortalecido a causa antiliberal. Porque nós, então, precisamos de um monopólio?

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Esse post interessante do Contrapolitics fundamenta muito bem porque não devemos nos juntar por uma causa abstrata, uma vez que isso é limitador de discursos. Devemos nos juntar em causas concretas, bem definidas. Algo como o Pedro se referiu no post que comentei aqui. Não posso concordar mais.

4 Comments »

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  1. […] reflexões para os liberais, libertários e afins. Não se esqueça de ler também as últimas da Lu, do Pedro e do Diogo. […]

  2. Acho que enfileiro a lista dos que aconselham, ou acham melhor, um certo pragmatismo. Pragmatismo eleitoral, sim. Oras, há fundamentos liberais que seriam de fácil assimilação aos brasileiros e que já estão de acordo ao que pensam a maioria. Então, para que apostar em conteúdo abrangente, em que muitos tópicos teriam que ser “evangelizados” ao povo?
    Uma agenda ampla e polêmica pode acentuar ainda mais a tendência mais do que natural de um partido liberal no Brasil se tornar um partido de guetos fundamentalistas e fechados.

    • A ideia é defender tudo o que puder em direção à liberdade, em todas as esferas. Um liber chegando ao poder deverá fazer isso. Vamos defender coisas que as pessoas concordam, e coisas que as pessoas não concordam também. Mas acho o “choque” necessário. Ao menos coloca o liberalismo real na discussão, não esse liberalismo que tem vergonha do que é.

  3. Só corrigindo “ao que pensa a maioria”. Discurpa aí!


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